Nada machuca tanto quanto um coração partido. Essa é a grande mensagem de “Nothing Breaks Like A Heart”, parceria explosiva entre o produtor britânico Mark Ronson e a norte-americana Miley Cyrus. Embalada por um ritmo que mistura disco, country e pop, a canção compara o fim de um romance a um incêndio que consome tudo: há cheiros de “cigarros bala de prata”, trovões que rompem o silêncio e lembranças de noites bêbadas no Tennessee. No meio dos destroços, os dois amantes encaram a verdade: o mundo pode ferir, mas nenhuma pancada se compara à dor que fica quando o amor se quebra.
Apesar do tom melancólico, a música também carrega certa ironia. Ronson e Miley admitem que vivemos e morremos por “mentiras bonitas” e que, mesmo sabendo do perigo, insistimos em tentar de novo. O refrão repetitivo funciona como um disco riscado girando sem parar, mostrando como ficamos presos ao passado. Resultado: um hino moderno sobre corações em ruínas que nos lembra que, por mais que tudo pareça desabar, ainda dançamos entre as cinzas em busca de um novo começo.