Rude, sucesso da banda canadense MAGIC!, é praticamente um curta-metragem cantado: um rapaz acorda animadíssimo num sábado, veste o melhor terno e dirige como um foguete para bater à porta do sogro. Coração na mão, ele faz o clássico pedido de “posso me casar com sua filha?”, mas esbarra em um pai antiquado que solta um sonoro “não” e ainda afirma que a bênção nunca virá. Daí surge o refrão chiclete: Why you gotta be so rude? Don’t you know I’m human too? — um protesto divertido contra a grosseria do futuro sogro.
Mesmo diante da recusa, o narrador crava que vai “marry that girl anyway”. A letra gira em torno desse conflito entre o amor obstinado do casal e as tradições familiares que tentam atrapalhar. O tom é leve, misturando pop com reggae, mas entrega reflexões sobre choque de gerações, autonomia e a força de um relacionamento que decide seguir firme, com ou sem permissão. Em poucas estrofes, a música convida o ouvinte a torcer pelos enamorados, cantar junto o refrão e pensar: será que o amor precisa mesmo de autorização formal para ser feliz?