Machine Gun Kelly se junta aos britânicos do Bring Me The Horizon para entregar em Maybe um turbilhão de energia pop-punk e rock pesado que fala sobre arrependimento, autodestruição e despedida. Entre riffs acelerados e batidas explosivas, o eu-lírico relembra decisões ruins, o “efeito borboleta” que elas provocaram e a sensação de ter perdido a própria alma no caminho. Cada verso é um grito de quem tenta fugir das próprias sombras enquanto segura “o último drink” – metáfora para aquele derradeiro impulso antes de finalmente soltar o passado.
A canção gira em torno de um relacionamento que já não tem conserto. O narrador percebe que procurar substitutos ou continuar insistindo só prolonga a dor, então declara: “I'm ready to let you go”. A atmosfera sombria e confessional revela o conflito interno entre culpa e libertação, culminando na decisão de virar a página de uma vez por todas. No fim, Maybe nos lembra que, às vezes, é preciso encarar nossos erros de frente, aceitar que algumas coisas foram “feitas para se despedaçar” e seguir adiante com coragem – por mais difícil que seja dizer adeus.