Imagine esperar na estação, congelando a -4 °C, e ainda ouvir sermão quando a pessoa finalmente aparece. Em Messy, a britânica Lola Young transforma esse perrengue em um desabafo sarcástico. Ela enumera seus “pecados” – fumar como uma chaminé, não ser "magérrima", puxar um “momento Britney” a cada quinzena – e mostra que, para o parceiro, ela nunca acerta: é bagunçada demais ou certinha demais, inteligente demais ou burra demais.\n\nPor trás do humor ácido, a música denuncia padrões impossíveis e o esgotamento de tentar agradar. O refrão crava: existem “mil pessoas” que ela poderia ser, mas ele odiaria todas. No fim, Lola levanta a bandeira da autenticidade: "Quero ser eu, isso não é permitido?". Messy é uma carta pop de amor-próprio que convida o ouvinte a rir dos rótulos e abraçar suas próprias contradições.