Ultraviolence apresenta a assinatura cinematográfica de Lana Del Rey, artista franco-americana que adora misturar glamour vintage com temas obscuros. Já na primeira estrofe, ela se compara à planta venenosa deadly nightshade, deixando claro que a narrativa girará em torno de uma relação tóxica mas sedutora. O tal "Jim" é ao mesmo tempo protetor e agressor: ele bate, mas o golpe é descrito como se fosse um beijo. Entre sirenes, violinos e declarações de amor eterno, a cantora cria um universo em que violência e paixão se entrelaçam até ficarem indistinguíveis.
A canção explora a ideia de se sentir abençoada e amaldiçoada ao mesmo tempo, presa a um líder de seita romântica que transforma a dor em ritual de devoção. Expressões como "crying tears of gold" e "princesa" reforçam o contraste entre o luxo imaginário e a realidade sombria. No fim, o pedido por "all of that ultraviolence" funciona como crítica e fascínio: expõe a atração perigosa por amores destrutivos, ao mesmo tempo que questiona por que tantas pessoas confundem sofrimento com prova de afeto.