Brooklyn Baby é a vitrine perfeita para a persona ultra-cool que Lana Del Rey, cantora francesa conhecida pelo seu romantismo melancólico, veste ao falar de hipsters nova-iorquinos. A letra mistura referências à contracultura dos anos 70 (Freedomland, Lou Reed, beat poetry, jazz raro) com imagens de um cotidiano moderno cheio de autoconfiança: “meu namorado está na banda” e “tenho penas no cabelo”. Tudo soa como um desfile de credenciais artísticas que tenta provar — ao mundo e a ela mesma — que ser jovem não é sinônimo de ingenuidade.
Por trás do tom blasé, a canção faz uma crítica bem-humorada à busca inquieta por autenticidade. Enquanto a voz lírica reivindica liberdade (“I’m free”) e reafirma sua superioridade geracional, também mostra as contradições de quem se gaba, mas precisa ser reconhecido. No fim, “I’m a Brooklyn baby” funciona como um mantra: um símbolo de pertencimento que mistura arrogância, inocência e charme retrô, convidando o ouvinte a rir tanto do estereótipo quanto de si mesmo.