Em 911, a cantora de ascendência italiana Lady Gaga abre o coração para falar sobre saúde mental. O título faz referência ao número de emergência dos EUA, mas aqui “ligar para o 911” significa tomar o remédio que a salva de surtos — ela literalmente popa o comprimido para retomar o controle. Entre versos que citam "estados maníacos" e a sensação de estar presa em uma "estase biológica", Gaga confessa: "My biggest enemy is me". A batida dançante contrasta com a luta interna, lembrando que nem sempre o que brilha por fora reflete o que acontece por dentro.
No refrão, a artista promete que não deixará mais as lágrimas aparecerem, enquanto esconde “bonecas em caixas de diamante”, metáfora para sentimentos guardados a sete chaves. Ainda assim, há luz: reconhecer a própria fragilidade é o primeiro passo para chegar ao “paraíso” que ela diz já estar em suas mãos. Dessa forma, 911 torna-se um hino pop de autoconsciência e coragem, mostrando que pedir ajuda — ou tomar a medicação correta — pode ser tão crucial quanto qualquer chamado de emergência.