Katy Perry transforma o fim de um relacionamento em uma metáfora bem visual em Bandaids. A cantora admite que já tentou de tudo – remédios, desculpas, flores de última hora – para tapar os buracos de um amor que sangra. Cada “band-aid” representa uma solução rápida que não cura de verdade, apenas adia a dor de perceber que a outra pessoa estava presente só de corpo. A frustração aparece em versos como “Got so used to you letting me down”, quando ela confessa ter se acostumado às decepções, enquanto observa o coração “bleeding out slow”.
Mesmo assim, o tom não é só de lamentação. Katy recorda que houve momentos bons (“On the bright side, we had good times”) e até garante que, se pudesse, viveria tudo novamente, pois “the love that we made was worth it”. O recado é claro: valorize as memórias, mas não se contente com curativos mal colocados quando o amor precisa de algo maior que um band-aid. A canção mistura vulnerabilidade e autoconhecimento, servindo como trilha sonora para quem quer cantar alto enquanto se liberta de relações que não cicatrizam.