Love Of My Life apresenta Harry Styles olhando pelo retrovisor da memória, reconhecendo tardiamente o valor de um amor que já não está ao alcance das mãos. Ele pinta cenas simples — passeios de domingo, conversas sobre as manchetes, lembranças na casa do Jonny — para mostrar como momentos rotineiros se transformam em tesouros quando a distância entra em cena. Entre quartos de hotel com nomes falsos e viagens a trabalho, o cantor confessa ter levado a pessoa no coração, mas não ter se dedicado o suficiente a desvendar cada “dobra e cantinho” da alma dela.
O resultado é um retrato agridoce de saudade: o eu-lírico admite que só percebeu a perda quando já era tarde, teme onde ela “vai pousar” quando finalmente voar e lida com a culpa de tê-la deixado para trás. A faixa mistura nostalgia, culpa e ternura, convidando o ouvinte a refletir sobre como o tempo e a distância podem redefinir as coordenadas do amor — e como, muitas vezes, entender isso chega apenas quando já não há volta.