A canção "Secular Haze" da banda sueca Ghost transporta-nos para um mundo envolto num nevoeiro misterioso e omnipresente. Mas atenção, esta não é uma névoa comum. É uma “névoa secular” (a secular haze), uma poderosa metáfora para uma era onde a fé e a orientação divina parecem desaparecer, deixando a humanidade perdida num labirinto de incerteza e dúvida. A letra descreve um tempo sombrio, onde as doenças não têm cura e as intenções permanecem obscuras.
A canção invoca uma figura enigmática, o “Tecelão da Névoa” (Fog weaver), pedindo-lhe para tecer esta névoa e esconder a todos nas sombras. É um mundo onde a inocência se perde e uma nova força, talvez sinistra, ganha poder. No meio de tudo isto, a humanidade parece alheia a qualquer luz divina, chegando mesmo a clamar pela escuridão com a frase “Que se faça a noite”. É uma viagem sónica sobre a perda da fé e o abraço ao desconhecido.