"Without Me" marca o retorno explosivo de Slim Shady, o alter ego irreverente de Eminem. Nas rimas cheias de trocadilhos, ele avisa que o mundo do entretenimento ficou monótono na sua ausência. O rapper brinca com a própria fama, diz que o público prefere Shady a Marshall Mathers, satiriza a censura da FCC, cutuca figuras políticas como Lynne Cheney e alfineta celebridades dos anos 2000, de boy bands a artistas eletrônicos. A batida acelerada acompanha um desfile de piadas provocativas, referências pop e auto-referências que o colocam novamente no centro das atenções.
Por trás da comédia existe um recado sério: a cultura pop precisa de vozes incômodas para continuar viva. Quando ele repete "it feels so empty without me", Eminem se coloca como o catalisador das polêmicas, alguém disposto a desafiar regras, provocar debates e, de quebra, lembrar ao público que o rap mainstream também pode ser subversivo. O resultado é um hino divertido, iconoclasta e perfeito para treinar o ouvido em meio a muita atitude.