Ainda falta tanto e não consigo sentir meus dedos
Quando a chuva encharca os calcanhares e escorre até a sola
Sim, as lâminas têm sessenta centímetros de altura
Eu caminho na água verde, estou seguindo em frente, para onde? Só Deus sabe
Sinto o refrão áspero do vento como se as nuvens agarrassem meu rosto
Dizendo: 'Está tudo bem fugir de toda essa dor'
E quando chegar a hora de partir com o último suspiro que resta em meus pulmões
Eu gritarei: 'É tudo por amor', eu gritarei: 'É tudo por amor'
Quando não resta nada, fecho os olhos e dou um passo
E digo: 'Bem, lá vou eu', digo: 'Bem, lá vou eu'
Venha me beijar, água salgada
Finalmente, sinto, a três ou quatro graus
Sou livre na água salgada
Eu consigo ver lá na frente, onde o céu encontra a terra
E depois disso, só há um cinza em movimento
Estou cheio de arrependimento
Com coisas que fiz ou nunca disse, apenas deixe isso, bem, em paz
E venha me beijar, água salgada
E digo: 'Bem, lá vou eu', digo: 'Bem, lá vou eu'
Venha me beijar, água salgada
Finalmente, sinto, a três ou quatro graus
Sou livre na água salgada
Sou livre na água salgada
Sou livre na água salgada
Sou livre na água salgada
Foi apenas um Sonho?
Ou é outra coisa? Eu só não sei dizer
Agora, estou à beira do precipício, encarando o inferno
Ou será outra coisa? Não consigo dizer
Quando não resta nada, fecho os olhos e dou um passo
E digo: 'Bem, lá vou eu', digo: 'Bem, lá vou eu'
Venha me beijar, água salgada
Finalmente, sinto, a três ou quatro graus
Sou livre na água salgada