Happier nos convida a dar um passeio pelas ruas de Nova Iorque ao lado de um eu-lírico que, de repente, cruza o caminho da ex-namorada abraçada a outro. Em poucos versos, Ed Sheeran — cantor e compositor britânico — pinta a cena com detalhes tão vívidos que sentimos a pontada de ciúme, a tristeza disfarçada e o sorriso forçado de quem tenta seguir em frente. A comparação inevitável entre o passado e o presente salta aos olhos: ela parece mais feliz, enquanto ele carrega uma garrafa vazia e memórias cheias.
Por trás desse retrato urbano, a canção aborda o dilema universal de aceitar a felicidade do outro mesmo quando o próprio coração ainda sangra. O narrador admite os erros, reconhece que talvez existam pessoas que a mereçam mais e, ainda assim, confessa: “eu era mais feliz com você”. No fim, surge um fio de esperança amorosa: caso o novo relacionamento dela fracasse, ele estará ali, pronto para recomeçar. Entre o amargo da perda e a doçura da lembrança, Happier transforma a dor do término em uma balada suave que nos lembra que crescer também é deixar o outro sorrir primeiro.