Em “Poison”, David Kushner transforma uma luta interna em um suspense musical cheio de imagens fortes. A “bebida envenenada” simboliza qualquer tentação — vícios, pensamentos ou sentimentos — que rouba a paz e consome o coração. Enquanto o eu-lírico sente o «veneno» correndo nas veias, ele percebe que algo dentro dele está “matando” suas melhores partes, mesmo assim não consegue ou não quer parar.
A canção gira em torno de um duelo espiritual: de um lado, o desejo de alcançar o Céu; do outro, o calor do Inferno que se aproxima “em alta temperatura”. O cantor ajoelha-se, ora, questiona a própria fé e se vê “vivendo no meio-termo” entre ruas da cidade e portões celestiais. O resultado é um retrato intenso de vulnerabilidade, culpa e esperança. Ao expor essa batalha sem filtros, Kushner convida o ouvinte a reconhecer sua própria sombra e a buscar redenção antes que o “inferno” chegue de vez.