Charlie Brown é um convite para pegar a chave, entrar no carro imaginário e acelerar pelas ruas da liberdade. Nas primeiras cenas, o eu-lírico junta-se aos “lost boys”, pega o que oferecem e sente as luzes da cidade se apagarem, como se fosse o início de um filme underground. Esse roubo simbólico representa a coragem de quebrar regras para se libertar de tudo que prende o coração.
Quando o refrão explode, as imagens ganham cor: corações de desenho animado, rosas vermelhas rasgando o concreto e faíscas que nos fazem brilhar no escuro. A canção celebra a rebeldia juvenil, mas também a união: “all the boys, all the girls”. Entre altos e baixos, todos podem acender sua própria chama e correr soltos pela noite. No fim, “Charlie Brown” é um hino de esperança elétrica que lembra a cada ouvinte que, mesmo quando o mundo parece cinza, dentro de nós há uma luz pronta para incendiar o céu.