Betty é aquele tipo de canção que transforma um coração partido em um verdadeiro filme na cabeça da narradora. Carter Faith nos leva a uma cidadezinha dos Estados Unidos, onde a protagonista, tomada pelo ciúme, imagina seu ex com a irresistível Betty — a garota de cabelo dourado, que cozinha bem e parece ter todas as qualidades que ela mesma gostaria de ter. A cada verso, a narradora faz apostas sobre o que o casal está vivendo: beijo no banco traseiro de um Chevy à beira do rio, promessas de bebês e planos de reformar o trailer. O clima é de faroeste emocional: ela tem uma “mão” cheia de suposições e arrisca tudo no jogo da imaginação, mesmo sem saber se essa história é real ou só fruto da insegurança.
Sob uma melodia country-pop cativante, a letra mistura humor ácido e vulnerabilidade, revelando o dilema de “não posso odiar Betty porque ela é perfeita, mas também não consigo deixar de sofrer”. O refrão repetitivo “I bet he’s…” martela a dúvida, mostrando como a mente pode se tornar um cassino de hipóteses quando alguém que amamos segue em frente. Entre suspiros de frustração e um leve toque de autoironia, Betty fala sobre comparações, baixa autoestima e a necessidade (quase divertida) de colocar a culpa em outro personagem para não encarar a própria dor. Resultado: uma história agridoce, perfeita para cantar alto no carro enquanto você decide se vai ou não dar aquela espionada na casa da tal Betty.