"Always" é uma poderosa declaração de amor eterno, cantada por um narrador que mistura a bravura de um herói romântico com a vulnerabilidade de quem perdeu tudo. Ele se descreve como “esse Romeu sangrando”, alguém ferido por dentro depois do fim do relacionamento. Desde que a pessoa amada foi embora, tudo parece tempestade e inundação: a vida perdeu cor, a música perdeu a melodia e até o lutador mais teimoso sente vontade de desistir. No entanto, entre lembranças de fotos, risos e lágrimas, ele faz um juramento gigantesco: amar para sempre, “até as estrelas não brilharem” e “as palavras não rimarem”.
Apesar do tom épico, há confissão de erros e arrependimento. Ele encara o próprio passado, admite falhas (“sou apenas um homem”) e implora por mais uma chance. Promete que não há preço alto demais, que choraria ou até morreria se isso trouxesse a pessoa de volta. A canção é, ao mesmo tempo, uma carta de desculpas e um hino de devoção sem prazo de validade, misturando drama, poesia e aquela energia rock característica do Bon Jovi. No fim, o que fica é a intensidade de um amor que insiste em existir mesmo quando tudo acabou, ecoando no refrão que garante: “And I will love you… always!”