TV transforma algo aparentemente inofensivo — maratonar programas ruins — em um retrato cru de solidão e ansiedade. Para fugir da dor de ver alguém partir, a narradora se afunda na piscina, no sofá e na tela, acompanhando reality shows onde outros sofrem. Enquanto isso, o mundo vibra com julgamentos de celebridades e reviravoltas políticas (como a anulação de Roe v. Wade), reforçando a sensação de que tudo perdeu o rumo.
Quando os amigos somem porque “quem ama não tem tempo pra mais nada”, surge o mantra hipnótico maybe I’m the problem. A repetição revela autoculpa e confissão: será que o isolamento é consequência do amor ou de falhas pessoais? Entre travesseiros, zapping e pensamentos sombrios, Billie Eilish pinta um quadro moderno de escapismo, crítica social e questionamento interno — perfeito para refletir sobre como usamos a TV (ou o streaming) para anestesiar o coração.