Billie Eilish transforma o francês do título em puro deboche: “L’amour de ma vie” parece prometer uma declaração romântica, mas logo vira um recado afiado a um ex que não era metade do que ela dizia sentir. Entre pedidos de desculpa sarcásticos e confissões de que mentiu sobre o “amor da vida”, a cantora norte-americana mistura pena, alívio e um toque de vingança para mostrar que, às vezes, crescer é admitir que o outro foi apenas uma fase.
No desenrolar dos versos, Billie desmonta o drama do ex que dizia não conseguir viver sem ela, mas que superou tudo “imediatamente”. Ela expõe manipulações, fala dos impactos emocionais que sofreu e, no fim, saboreia a liberdade de finalmente se colocar em primeiro lugar. O resultado é um hino pop irônico e empoderador que ensina a reconhecer relações tóxicas, rir do passado e seguir em frente com a cabeça erguida.