“Everybody Dies” pode parecer sombria à primeira vista, mas Billie Eilish usa essa ideia universal para criar uma reflexão íntima e quase reconfortante sobre a vida. Ela nos lembra que todos estamos no mesmo barco: inventamos desculpas, contamos mentirinhas e tentamos adiar o inevitável só para sentir que temos algum controle. O refrão “Everybody dies” soa como um alerta, mas também como carinho, pois expõe a verdade que todos compartilhamos. Billie questiona se valeria a pena viver para sempre num mundo em que as pessoas que amamos não existiriam, e confessa a nostalgia de uma realidade que já não volta.
Ao longo da canção, a artista norte-americana mistura vulnerabilidade e esperança. Ela admite que chorar é permitido, dobrar os joelhos também, mas conclui que ninguém está realmente sozinho nem é insignificante. O resultado é um abraço musical que transforma o medo da morte em um convite a valorizar os laços humanos e a simplicidade de enxergar a vida com olhos de criança. Uma trilha suave para lembrar que aceitar a finitude pode tornar cada momento muito mais significativo.