Billie Eilish, jovem sensação dos Estados Unidos, pinta em “BLUE” um retrato emocionante de alguém que tenta enxergar o mundo em preto e branco, mas não consegue se livrar do tom melancólico que colore cada pensamento. A cor azul aqui não é só tristeza: é também lembrança, saudade e aquela sensação de ainda estar “preso em outra cidade” dentro da própria cabeça. Billie confessa que gostaria de acreditar que superou o antigo amor, porém admite: “ainda estou tão blue”.
Na segunda parte da canção, a artista amplia o tema e mostra empatia pelo outro lado: ela descreve a pessoa amada como alguém que já nasceu “sem ar” e cercada por expectativas familiares sufocantes. Entre confissões de insônia e fama precoce, Billie reconhece que ambos carregam bagagens difíceis. O refrão admite um limite: “Não te culpo, mas não posso te mudar”. Assim, “BLUE” vira um hino sobre aceitar que, às vezes, o amor não basta para salvar quem amamos — e que tudo bem continuar true blue, fiel aos nossos sentimentos, enquanto seguimos em frente.