Arabella é o tipo de garota que faz qualquer um viajar sem sair do lugar. Alex Turner a descreve como um híbrido de musa setentista e viajante intergaláctica: botas feitas de "pele interstellagator", maiô prateado à la Barbarella e um charme que parece ter sido importado de outra galáxia. Toda essa estética retro-futurista serve para mostrar como ela quebra a rotina do narrador, transformando um simples pôr do sol num espetáculo cósmico.
A música é, acima de tudo, um elogio à fantasia que o amor (ou a paixão fulminante) provoca. Cada detalhe – do casaco de estampa de onça ao pedido de cigarro orgânico – reforça a ideia de que Arabella não pertence totalmente ao mundo real. Quando ela entra em cena, o horizonte perde o brilho e os pensamentos do eu-lírico viajam pelo espaço. Arabella se torna um portal para fugir da realidade, fazendo o ouvinte se perguntar se essa mulher magnética existe mesmo ou se é só um sonho muito bem elaborado.