Dizem: "A água benta virou água rala"
E essa cidade perdeu a fé
Nossas cores vão desbotar no fim
Então, se o nosso tempo estiver acabando
Vamos transformar o banal na nossa obra-prima
Você me tira do comum
Quero que você me deite
Até estarmos mortos e enterrados
No fio da sua lâmina
Continuo bêbado do seu vinho
Os anjos lá nas nuvens
Têm inveja porque a gente achou
Algo tão fora do comum
Você me faz beijar o chão
Estilhaça-me com seu toque
Os anjos lá nas nuvens
Têm inveja porque a gente achou
Deste lado do portão do Céu
Minha vida, como é que você
Respira e ainda me rouba o ar?
No teu altar eu vou rezar
Você é o escultor, eu sou o barro
Você me tira do comum
Quero que você me deite
Até estarmos mortos e enterrados
No fio da sua lâmina
Continuo bêbado do seu vinho
Os anjos lá nas nuvens
Têm inveja porque a gente achou
Algo tão fora do comum
Você me faz beijar o chão
Estilhaça-me com seu toque
Os anjos lá nas nuvens
Têm inveja porque a gente achou
Sempre que você tá do meu lado, ai, ai
O mundo era preto e branco
Eu pensava que era preciso morrer pra achar
Algo tão fora do comum
Quero que você me deite
Até estarmos mortos e enterrados
No fio da sua lâmina
Continuo bêbado do seu vinho
Os anjos lá nas nuvens
Têm inveja porque a gente achou
Algo tão fora do comum
Você me faz beijar o chão
Estilhaça-me com seu toque
Os anjos lá nas nuvens
Têm inveja porque a gente achou