Eternity é um mergulho nas emoções de alguém que perdeu uma pessoa amada e ainda sente o eco dessa ausência em cada segundo que passa. O som do relógio marcando as horas, as lágrimas que viram “cachoeiras” e a respiração que parece se quebrar num “mar revolto” pintam o cenário de uma saudade quase física. Alex Warren usa imagens fortes para mostrar o peso do luto: estar num “céu sem estrelas”, viver um “adeus sem fim” e caminhar por um mundo que de repente ficou silencioso. A pergunta “Por que você teve que seguir a luz?” revela que a pessoa se foi para um lugar onde o narrador não pode chegar, deixando-o em um limbo de solidão e dúvidas.
Apesar da dor, a música também fala sobre transformação. O eu lírico precisa “aprender a ser alguém que você não conhece” e descobrir quem é sem a presença que antes o definia. É uma batalha entre memória e realidade, amor e despedida, luz e escuridão. “Eternity” convida o ouvinte a sentir cada verso como um passo nesse caminho de aceitar a perda e, ao mesmo tempo, celebrar o poder que esse amor teve — e ainda tem — sobre quem ficou.