White Iverson é o momento em que Post Malone se imagina como uma versão branca do lendário armador da NBA, Allen Iverson. Entre referências a camisetas Jordan, brincos de ouro e cabelos trançados, o artista usa a linguagem do basquete para falar de autoconfiança: ele “dribla” as dificuldades, mostra habilidade (“saucing”) e avisa que seu talento é seu arremesso certeiro. Cada metáfora de quadra (“novo três”, “minha vez de chutar”) serve para mostrar que, mesmo ainda longe de ser milionário, ele já se sente uma estrela pronta para brilhar no placar da vida.
Por trás de toda a ostentação, há também o retrato de um jovem faminto por reconhecimento. Quando Malone confessa que precisa de dinheiro “como o anel que nunca ganhou”, revela o desejo de alcançar o troféu que ainda lhe falta, seja nos palcos ou na conta bancária. Entre festas, cigarros e compras impulsivas, a canção vibra a euforia de quem começou humilde, mas acredita que a vitória é questão de tempo. Resultado: um hino descontraído sobre fama, ambição e fé no próprio jogo, embalado pela batida lenta e hipnótica que transformou Post Malone num novo ídolo do rap norte-americano.