Blessed significa 'abençoado'. Embora seja uma palavra comum em contextos religiosos, nesta canção, ela é usada de uma forma mais poética e universal para descrever a beleza e a bondade do mundo.
Louis Armstrong canta sobre os "bright blessed days" (dias brilhantes e abençoados), elevando a percepção do dia a dia a algo divinamente bom e especial. É uma palavra que transmite uma sensação de gratidão e maravilha, capturando a essência otimista da música.
Esta canção é um dos maiores clássicos de todos os tempos e tem uma mensagem muito simples e bonita: o mundo é um lugar maravilhoso. Louis Armstrong canta sobre as coisas que ele vê e que o fazem feliz. Ele começa com a natureza, como em "I see trees of green, red roses too" (Eu vejo árvores verdes, rosas vermelhas também) e "I see skies of blue and clouds of white" (Eu vejo céus azuis e nuvens brancas). É um lembrete para apreciarmos as pequenas belezas que nos rodeiam todos os dias.
Mas a canção não fala só da natureza. Armstrong também encontra beleza nas pessoas e nas suas interações. Ele vê "the colors of the rainbow... on the faces of people going by" (as cores do arco-íris... nos rostos das pessoas que passam), uma bela forma de falar sobre a diversidade humana. Ele também vê esperança no futuro quando ouve "babies crying" (bebês chorando) e os observa crescer. Para ele, até um simples aperto de mão entre amigos tem um significado mais profundo. Quando eles dizem "How do you do?" (Como vai você?), ele acredita que "They're really saying 'I love you'" (Na verdade, eles estão dizendo 'Eu te amo'). É uma canção cheia de otimismo e amor pelas coisas simples da vida.
Louis Armstrong foi um trompetista e cantor norte-americano, e uma das figuras mais importantes da história do jazz. Nasceu em Nova Orleans, em 1901, e cresceu em condições muito pobres antes de aprender a tocar trompete ainda menino.
Ele transformou o jazz ao mostrar que um músico sozinho podia improvisar e conduzir uma banda inteira, algo que mudou a maneira de tocar de todos os que vieram depois. Sua voz rouca, inconfundível, ficou tão famosa quanto o seu trompete, e o apelido Satchmo o acompanhou por toda a vida. Armstrong morreu em 1971, em Nova York, depois de mais de cinquenta anos de carreira.
Ele canta devagar e articula cada palavra, o que faz das suas gravações um ótimo material para treinar o ouvido em inglês.