Quer fugir de tudo na época mais festiva do ano? "River" é a confissão agridoce de alguém que se sente sufocado pelo Natal que se aproxima. Enquanto as luzes piscam e tocam canções de paz, a narradora só pensa em um rio congelado bem longo para patinar até desaparecer. Nesse desejo de escapar, ela revela frustrações: a cidade não neva, o cenário continua verde, e o plano é ganhar dinheiro e abandonar a "loucura" ao redor.
No coração da letra está a culpa por ter afastado quem mais a amava. Ela se declara egoísta, difícil, triste e admite ter feito seu "baby" chorar e dizer adeus. O contraste entre a atmosfera alegre do feriado e a melancolia íntima cria um retrato honesto de quem tenta lidar com a própria insatisfação. "River" é, portanto, um lembrete de que nem todo mundo vive o Natal como um filme feliz; às vezes, tudo o que a gente quer é um caminho de gelo para deslizar bem longe dos erros e recomeçar.